Por Maria Paula Miranda Chaim,
Mestre em Psicologia, Neuropsicóloga, Terapeuta DIR/Floortime, Gestalt-Terapeuta e Idealizadora e Responsável pelo Caminhando Pela Infância

Muito se fala sobre a importância da amamentação para o crescimento saudável e íntegro do bebê. É inquestionável os benefícios nutricionais e imunológicos do leite materno para o desenvolvimento físico, mental e cognitivo do bebê. Para além disso, existe também a importante conexão afetiva, a qual está interligada desde a gestação mãe-bebê, onde fortalecem os vínculos emocionais e satisfaz de modo mais amplo a necessidade de ambos em busca da garantia de um equilíbrio interno.

A relação, mãe-bebê é insubstituível e a amamentação faz com que o vínculo intenso gestacional seja de certa forma mantido, uma vez que o bebê estará mais que recebendo nutrição alimentar mais também do corpo, do olhar, do olfato, do paladar, da voz materna e de um ambiente de aconchego e segurança.

De acordo com estudos científicos, dados apontam bom crescimento global de bebês que recebem essa fonte nutritiva, porém como já dito anteriormente, o aleitamento materno confere uma segurança emocional e deve ter significado para ambos os envolvidos. Muitas mães queixam da dificuldade em amamentar seus filhos e isso não é necessariamente sinônimo de prejuízos ao bebê, uma vez que a nutrição para o desenvolvimento saudável do filho também pode ocorrer de outras formas, desde que sejam priorizados o afeto e os aspectos emocionais no encontro mãe-bebê.

Não há como afirmar também que uma criança que recebe a amamentação materna não desenvolverá desafios no desenvolvimento, uma vez que o crescimento humano não está condicionado à apenas uma variável, por exemplo a amamentação.

Para além do bebê, é importante também um olhar atento às necessidades e significados maternos. Existem mulheres que escolhem o caminho do aleitamento materno, outras que não conseguem e até as que não querem. É válido sempre identificar o que está por trás de cada escolha e não julgar ou atribuir consequências para as decisões tomadas. Não existe regras quando se trata de desenvolvimento humano, porém sabe-se que a priorização do poder do afeto, seja ele via amamentação ou não, do respeito, do cuidado e do amor, são chaves para o desenvolvimento emocional íntegro.